Os 4 Mitos Mais Comuns Sobre Alimentação

Os 4 mitos mais comuns sobre alimentação

1. Consumo diário/semanal de Ovos

O ovo é um alimento alvo de diversas opiniões, nomeadamente quanto ao seu consumo no que diz respeito a quantidades. O que é facto é que as evidências científicas contrapõem cada vez mais os mitos, enraizados há muito no saber popular.

Um ovo tem em média 70 calorias e contém, principalmente, vitamina A e vitaminas do complexo B, importantes nutrientes ao nível da visão, pele, crescimento e metabolismo. Tanto a clara como a gema possuem proteína, minerais, antioxidantes e gorduras poli e monoinsaturadas, consideradas gorduras “boas”.

Em pessoas saudáveis, adultos ou crianças, o consumo diário pode ser de um ovo inteiro.

 

2. O Pão Engorda

O pão não é diferente de qualquer outro alimento, por isso quando consumido em excesso pode contribuir para ganho de massa gorda. Por vezes, o problema não se encontra no pão que se ingere, mas sim na quantidade e qualidade dos alimentos que se coloca no pão. Existem vários tipos de pães (pão branco/refinado; pão de mistura; pão integral) e as diferenças entre estes encontra-se no grau de refinamento da farinha que o constitui. Nutricionalmente, a diferença entre os diferentes tipos de pães nomeados anteriormente é a quantidade de fibra que cada um tem.

Tente não substituir o pão por alimentos como bolachas e/ou cereais de pequeno-almoço com uma densidade energética elevada. Opte por escolher um pão menos refinado e adicione-o ao seu plano alimentar.

 

3. O óleo de coco é mais saudável do que o azeite

O óleo de coco é um alimento cada vez mais reconhecido em “dietas” de quem procura perder o máximo de peso no menor tempo possível e de quem se preocupa em fazer uma alimentação saudável. Porém, apesar de natural, este ingrediente isolado não revela ter evidências científicas de eficácia, podendo mesmo apresentar potenciais riscos para a saúde se não for devidamente utilizado.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) não recomendam o uso regular de óleo de coco como óleo de cozinha, devido ao seu alto teor de gorduras saturadas. O uso de óleos vegetais, com maior teor de gorduras insaturadas, como o azeite quando utilizado com moderação, continua a ser preferível para a saúde pois os seus benefícios têm mais evidência científica.

 

4. O Café faz mal

O café é apreciado no mundo inteiro e faz parte das manhãs de, pelo menos, metade da população. Só nos Estados Unidos, 150 milhões de pessoas bebem café diariamente.

O seu componente mais conhecido é a cafeína, um potente estimulante que melhora o estado de alerta e vigília bem como a capacidade de raciocínio e resistência ao esforço físico.

Mais do que saboroso, um corpo crescente de pesquisas mostra que os consumidores de café, em comparação com os que não bebem, podem ter menor probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2, acidentes vasculares cerebrais, depressão (por interferir positivamente no humor) e doenças neuro degenerativas, incluindo Parkinson e Alzheimer, por melhorar a capacidade cognitiva.

Quando estudamos as “Blue Zones”, as populações no mundo com maior esperança de vida, maior taxa de centenários e menor taxa de doenças crónicas e degenerativas, um dos seus hábitos é o consumo moderado de café.

Embora sejam necessárias mais pesquisas, o café quando consumido em moderação (1 a 3 por dia), pode trazer benefícios à saúde, especialmente quando usado em indivíduos que não têm efeitos adversos devido aos seus estimulantes.

 

Texto desenvolvido pela nutricionista Michelle Castro – 2357N.

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